agora agora
há uma novíssima novidade
fungando no teu cangote:
ha, ha, ha,
já passou,
foi um trote!
você e essa mania
de olhar só pra gente...
e que lugar mais comum
esse de tanto querer
ser diferente...
olha,
no duro,
sem ironia,
aceite o presente
do presente
pois
só no futuro
dos futuros
é que então viveremos
como se vivia
antigamente
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
sábado, 20 de dezembro de 2008
3 poemas, fogueira & cadeira elétrica
Desde o Bush pai, acumulei uma aversão sem cura pelo fascismo exercido pelo Tio Sam. Aversão, creio eu, compartilhada com a maior parte da raça, sã, humana. Naturalmente, escrevi coisas sobre, desenhei outras, e até tentei montar um desespetáculo, de nome Bushitler. Neste, quatro atores contariam, simultaneamente, duas histórias. De um lado do palco, a de dois americanos, um deles hispânico, afetado pelo nacionalismo e pela ilusão de que os deuses estão do seu lado. O segundo, um pacato lenhador. Doutro, dois muçulmanos. O extremamente radical e seu colega altruísta e sonhador. Porém, toda em árabe, inglês e español, com a guerra de fundo, um final infeliz e com quase duas horas de duração, jamais citando o nome George, só poderia continuar no papel. Foi em 2002, quando, pela última vez, desisti do teatro. Na verdade, é bem provável que todas as peças que escrevi encontrem no cinema formatos mais adequados.
Mas, retomando a aversão, parte das idéias da peça foram resumidas em 3 poemas:
1.
oilmerica
los sobrinhos de sam
sons of a bush
não ouviram plato
nem joshua, nem cummings
nem chaplin
e aí está
o tipo de nação
que hitler queria
: trocando sangue
por petróleo
metendo os dedos
nos seus olhos
pois é pois é pois é
aquela coisa toda
de hino & bandeira
heróis & winners
na prática não passa
doutro disfarce
da suástica
2.
warmerica
mandar os filhos
& os filhos dos filhos
dos filhos dos filhos
dos sobrinhos de sam
sangrar
& singrar
até que cada família
tenha uma tristeróica
tristestória
pra contar
& cantar
& um filme
sobre suas vidas
& mortes
umas medalhas
uns bons contatos
carros & mansões
uns oscars
quem sabe um nobel
pra variar
esqueçam cristo
: é abraham lincoln
quem vai voltar
3.
a parede no relógio
Mas, retomando a aversão, parte das idéias da peça foram resumidas em 3 poemas:
1.
oilmerica
los sobrinhos de sam
sons of a bush
não ouviram plato
nem joshua, nem cummings
nem chaplin
e aí está
o tipo de nação
que hitler queria
: trocando sangue
por petróleo
metendo os dedos
nos seus olhos
pois é pois é pois é
aquela coisa toda
de hino & bandeira
heróis & winners
na prática não passa
doutro disfarce
da suástica
2.
warmerica
mandar os filhos
& os filhos dos filhos
dos filhos dos filhos
dos sobrinhos de sam
sangrar
& singrar
até que cada família
tenha uma tristeróica
tristestória
pra contar
& cantar
& um filme
sobre suas vidas
& mortes
umas medalhas
uns bons contatos
carros & mansões
uns oscars
quem sabe um nobel
pra variar
esqueçam cristo
: é abraham lincoln
quem vai voltar
3.
a parede no relógio
o fim do world trade center
paiê, meu denti tá móli
tsunami
mas eu não brinco mais de boneca
sadam condenado à forca
ele preferia o fuzilamento
O primeiro, um eco do bit niponizado do antigo elevado da 6ª Avenida na testa do titio. O segundo, mera realidade. O terceiro, escrito entre os dois, em 2004, foi o que me deu mais problemas. Dois, principalmente: um professor americano que me jurou de cadeira elétrica e um pastor que me acusou de heresia, criativo que só. Mas agiram como verdadeiros Osamas, através da Internet, fazendo com que seus asseclas entupissem minha caixa de entrada com trilingües insultos. Tive de mudar meu número de telefone e cancelar dois endereços de e-mail, além de despublicar vários textos, cancelar um site e ainda perder contato com muitas pessoas que recebiam, eletronicamente, poemas que eu enviava desde 1998.
Então, neste 2008, a dupla foi tomada pela febre Obama, oxalá boa, desistindo de tentar me ferrar. O pastor, através do filho, via Myspace, até me pediu desculpas, teria entendido tardiamente as mensagens, movido pela tristeza de ter um sobrinho apodrecendo no Iraque. O professor, segundo uma conhecida, teria escrito um surpreendente artigo sobre o novo presidente dos USA.
Como um cessar fogo.
Espreitantes barbas de molho em mau agouro.
Pois é.
A Obama’s Newage está levando todas estas coisas que até agora fiz você ler para o fundo do fundo do fundo do lixo. E, sinceramente, acredito, mesmo, que não vou precisar reciclá-las. E você também, - isto é uma ordem, tenha certeza disso.
Às valas!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
2036, uma odisséia, um abraço!
se eu conseguir envelhecer
quero sentar no banco da praça
: bengala
sapatos lustrados
jornal do dia
e ver os casais aos prasempres
a criançada no queromais
não a pombarada de hoje
mas muitos
sabiás
quero lembrar
como era bom
lembrar
do que era bom
quero sonhar ao sol nascer
a vida é boa, quem sabe,
poder dizer
quero uns netos
pra deixá-los bem espertos
estar perto dos filhos
vê-los caminhar
o que eu não quis
quero querer
mas eu já sei
(e como eu sei)
que sem você
não dá
quero sentar no banco da praça
: bengala
sapatos lustrados
jornal do dia
e ver os casais aos prasempres
a criançada no queromais
não a pombarada de hoje
mas muitos
sabiás
quero lembrar
como era bom
lembrar
do que era bom
quero sonhar ao sol nascer
a vida é boa, quem sabe,
poder dizer
quero uns netos
pra deixá-los bem espertos
estar perto dos filhos
vê-los caminhar
o que eu não quis
quero querer
mas eu já sei
(e como eu sei)
que sem você
não dá
sábado, 16 de agosto de 2008
sonhos, câmeras, ação:
Há alguns meses, tive uma idéia, que ainda parece ser minha, de um novo formato de reality show. Procurei pensar em algo que pudesse contribuir de forma mais efetiva, culturalmente falando, com a disponibilidade que as pessoas têm para perder tempo. Algo que fosse além da pura diversão gratuita, que possuísse elementos que não reduzissem a audiência ao desfecho de uma intriga infantil, dentroutros ingredientes que levaram o gênero à exaustão. Na verdade, nem sou grande apreciador destes programas, mas sempre procurei saber no que deram e o que não deu certo em cada formato.
O fato das emissoras brasileiras terem de pagar fortunas para obter o
direito de idéias geradas no exterior me incomodou bastante. Foi a verdadeira motivação para o desenvolvimento do projeto.
Pois bem, o título do programa acabou sendo o primeiro que pensei,
SONHOS, CÂMERAS, AÇÃO:
Os participantes serão atores, profissionais ou não, de preferência inéditos na tevê. Não tive como não pensar em ver o SCA exibido na Rede Globo, não só pela tradição na teledramaturgia, mas pelas oportunidades de encaixe do programa em várias outras atrações da emissora. E também pela premiação final conter o contrato do ganhador com a empresa, imaginemos, por exemplo, como um dos protagonistas da novela das 8 ou das 9.
12 participantes, como de praxe.
O primeiro dia de exibição do programa será numa noite de domingo, após o Fantástico, apenas para apresentação dos participantes.
Na segunda-feira, a primeira prova, de conhecimentos, sobre teledramaturgia, teatro e cinema, definiria o Diretor. Este, poderá escolher 5 participantes para formar seu grupo, que chamaremos de Grupo A. Os remanescentes formarão o Grupo B.
As avaliações dos participantes serão realizadas através de apresentações dramáticas.
O Diretor poderá escolher, dentre cinco peças/cenas, a que o GA realizará.
Um sorteio, também realizado pelo Diretor, determinará a peça/cena que o GB representará. Um segundo sorteio determinará se o GB receberá o roteiro ou terá de produzir uma adaptação.
Não haverá interação entre os dois grupos durante os ensaios, pois estarão divididos em duas casas. A Casa A é confortável, possuindo toda a estrutura necessária para o desenvolvimento tranqüilo dos ensaios, dispondo de fartura em todos os sentidos. A Casa B é bem menor, possuindo apenas o indispensável. Deve representar pressão.
Na terça-feira, uma nova prova determinará qual dos grupos receberá cenários e figurinos completos. O grupo perdedor terá de improvisar com os objetos do Porão. Detalhe: o número de objetos retirados do porão será limitado, assim como o tempo para a tarefa.
O grupo vencedor desta segunda prova receberá, na quinta-feira, a visita de um diretor ou ator consagrado, que, durante uma ou duas horas assistirá o ensaio, enfim, ajudará na realização.
O Grupo B se apresentará na sexta-feira, antes do Globo Repórter.
O Grupo A se apresentará no Sábado, antes do Zorra Total.
As apresentações serão ao vivo, tendo no mínimo vinte e no máximo trinta minutos de duração, avaliadas por três jurados presentes e pelo público através de telefone ou internet.
A equipe perdedora seria anunciada durante o Domingão do Faustão. Imediatamente os participantes desta, individualmente, indicariam um membro de seu grupo para deixar o programa. Em caso de empate, o Diretor da semana, o único imune, determina quem sai. À noite, os participantes se reencontram, logo após o Fantástico, numa nova festa. A partir daí a base do programa é a repetição do formato da primeira semana, com algumas outras idéias inseridas no decorrer, até chegarmos aos dois monólogos finais.
(Não perdendo a oportunidade, no parágrafo acima está o embrião de outra idéia, o DOMINGLOBO, só pelo nome já dá pra captar, né? Com o DOMINGOL fechando a programação...)
Infelizmente, não consegui apresentar o projeto à Rede Globo. Insisti por telefone, por carta, jamais conseguindo retorno ou brecha. Enfim, por e-mail, o Senhor Webmaster me respondeu: a política da TV Globo é de uma empresa estruturada de forma a que seus processos de criação e comercialização sejam de exclusiva responsabilidade de equipes internas. É política da TV Globo não receber colaborações externas.
Não vou perder tempo com comentários críticos. Apenas devo deixar claro que, apesar da muralha, sempre fui bem atendido, tanto quando liguei, quanto pelo Webmaster. Pena ninguém ter perguntado sobre o que era o projeto. E isso que em momento algum falei em dinheiro.
Brasil.
O fato das emissoras brasileiras terem de pagar fortunas para obter o
direito de idéias geradas no exterior me incomodou bastante. Foi a verdadeira motivação para o desenvolvimento do projeto.
Pois bem, o título do programa acabou sendo o primeiro que pensei,
SONHOS, CÂMERAS, AÇÃO:
Os participantes serão atores, profissionais ou não, de preferência inéditos na tevê. Não tive como não pensar em ver o SCA exibido na Rede Globo, não só pela tradição na teledramaturgia, mas pelas oportunidades de encaixe do programa em várias outras atrações da emissora. E também pela premiação final conter o contrato do ganhador com a empresa, imaginemos, por exemplo, como um dos protagonistas da novela das 8 ou das 9.
12 participantes, como de praxe.
O primeiro dia de exibição do programa será numa noite de domingo, após o Fantástico, apenas para apresentação dos participantes.
Na segunda-feira, a primeira prova, de conhecimentos, sobre teledramaturgia, teatro e cinema, definiria o Diretor. Este, poderá escolher 5 participantes para formar seu grupo, que chamaremos de Grupo A. Os remanescentes formarão o Grupo B.
As avaliações dos participantes serão realizadas através de apresentações dramáticas.
O Diretor poderá escolher, dentre cinco peças/cenas, a que o GA realizará.
Um sorteio, também realizado pelo Diretor, determinará a peça/cena que o GB representará. Um segundo sorteio determinará se o GB receberá o roteiro ou terá de produzir uma adaptação.
Não haverá interação entre os dois grupos durante os ensaios, pois estarão divididos em duas casas. A Casa A é confortável, possuindo toda a estrutura necessária para o desenvolvimento tranqüilo dos ensaios, dispondo de fartura em todos os sentidos. A Casa B é bem menor, possuindo apenas o indispensável. Deve representar pressão.
Na terça-feira, uma nova prova determinará qual dos grupos receberá cenários e figurinos completos. O grupo perdedor terá de improvisar com os objetos do Porão. Detalhe: o número de objetos retirados do porão será limitado, assim como o tempo para a tarefa.
O grupo vencedor desta segunda prova receberá, na quinta-feira, a visita de um diretor ou ator consagrado, que, durante uma ou duas horas assistirá o ensaio, enfim, ajudará na realização.
O Grupo B se apresentará na sexta-feira, antes do Globo Repórter.
O Grupo A se apresentará no Sábado, antes do Zorra Total.
As apresentações serão ao vivo, tendo no mínimo vinte e no máximo trinta minutos de duração, avaliadas por três jurados presentes e pelo público através de telefone ou internet.
A equipe perdedora seria anunciada durante o Domingão do Faustão. Imediatamente os participantes desta, individualmente, indicariam um membro de seu grupo para deixar o programa. Em caso de empate, o Diretor da semana, o único imune, determina quem sai. À noite, os participantes se reencontram, logo após o Fantástico, numa nova festa. A partir daí a base do programa é a repetição do formato da primeira semana, com algumas outras idéias inseridas no decorrer, até chegarmos aos dois monólogos finais.
(Não perdendo a oportunidade, no parágrafo acima está o embrião de outra idéia, o DOMINGLOBO, só pelo nome já dá pra captar, né? Com o DOMINGOL fechando a programação...)
Infelizmente, não consegui apresentar o projeto à Rede Globo. Insisti por telefone, por carta, jamais conseguindo retorno ou brecha. Enfim, por e-mail, o Senhor Webmaster me respondeu: a política da TV Globo é de uma empresa estruturada de forma a que seus processos de criação e comercialização sejam de exclusiva responsabilidade de equipes internas. É política da TV Globo não receber colaborações externas.
Não vou perder tempo com comentários críticos. Apenas devo deixar claro que, apesar da muralha, sempre fui bem atendido, tanto quando liguei, quanto pelo Webmaster. Pena ninguém ter perguntado sobre o que era o projeto. E isso que em momento algum falei em dinheiro.
Brasil.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
filosovila
Donana, mulher santa, vai direto pro céu. O filho, Adamastor, terror, bandido de primeira, matou, roubou, direto pro inferno. Mas não há nada no mundo que Donana ame mais que o safado. Aí, o Bastião me perguntou: cumé quiela vai sê feliz no paraíso sabeno que o fio vai sê torrado no espeto do cramunhão? E a Magali, cheia de si, e de rabodegalo, se atravessou: entre deus e o diabo, prefiro eô.
sábado, 19 de janeiro de 2008
ita(bira)
atrás dos óculos
e dos bigodes
há um homem
sozinho
não percebeu
que no meio da pedra
havia um
caminho
e dos bigodes
há um homem
sozinho
não percebeu
que no meio da pedra
havia um
caminho
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